Vi uma quantidade enorme de pessoas falando sobre o redesign de Avon, justificando-o pela ideia de a marca querer se posicionar como mais tecnológica, com um conceito “fem-tech” e afins, explicações que fundamentam e tentam validar o redesign.

Mas, quando vejo um logotipo com uma tipografia que foge de toda a personalidade e com recursos ultrapassados, como retirar a barra da letra “A”, não vejo tudo isso que falam. E, ao perceber que, em menos de 10 anos, a marca fez cinco redesigns, penso em duas coisas: primeiro, que ainda não acertaram uma marca que represente adequadamente o perfil; e, segundo, que estão usando o branding mais como narrativa do que como um reposicionamento real.
Inclusive, a versão do logotipo de 2007 já poderia representar muito melhor o posicionamento que a marca busca hoje.
Acredito que essas mudanças são um reflexo das crises que a empresa vem enfrentando nos últimos anos, decorrentes de um acúmulo de questões legais, financeiras e estratégicas e não uma busca real por melhorar a representação da sua marca.
Lic. em Design da Comunicação Visual, especialista em Criação de Marcas de Alta Performance.
- Javier Mizerniuk
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