Nem toda empresa está preparada para colocar o branding no nível estratégico do negócio. Mas se você deseja impulsionar o crescimento da sua empresa com essa ferramenta, será necessário alinhar as estratégias corporativas às estratégias de marca.
As primeiras envolvem missão, visão de futuro, análise de mercado, portfólio de produtos ou serviços. Já as estratégias de branding mergulham na essência da marca: ampliam a percepção de valor, aceleram os resultados comerciais e constroem lealdade.
O papel do propósito
O que conecta esses dois níveis estratégicos é o propósito — o motivo pelo qual sua empresa existe. Por que ela é necessária para você, para o cliente e para o mundo? Qual o impacto positivo que ela oferece à sociedade? E como esse impacto se traduz em valor para o negócio?
Apenas o lucro não garante relevância ou longevidade. Empresas que desejam manter-se significativas precisam sustentar seus valores em algo mais profundo que a transação comercial.
De produto a pessoas: repensando os 4Ps
Pensar em branding de forma estratégica é expandir a visão tradicional das 4Ps do marketing (preço, produto, praça e promoção). Hoje, é essencial pensar também em pessoas, propósito e posicionamento.
O posicionamento, sustentado por um propósito claro e uma proposta de valor diferenciada, é o que grava a marca na mente das pessoas. Ele influencia diretamente a decisão de compra — porque o consumidor moderno não compra apenas produtos, compra marcas com valores claros e alinhados às suas crenças.
Como reforça Simon Sinek, autor de Start With Why: “As pessoas não compram o que você faz, elas compram o porquê você faz”. A marca não deve somente vender, deve se manter relevante para quem compra. O cliente compra mais que um produto, ele ganha junto tudo o que a marca significa.
O impacto da relevância
Mas o que é relevância, afinal? É a capacidade de algo ser significativo, importante ou impactante em determinado contexto. Para ser relevante, é preciso entender o tempo presente: a forma como vivemos, nos relacionamos e consumimos. Não podemos permanecer alheios a tudo o que acontece ao nosso redor.
Sua marca está atenta às transformações culturais, sociais e tecnológicas? Ignorar essas mudanças pode diminuir sua relevância — ou pior, comprometer a sustentabilidade do negócio.
Se você não se posiciona, o mercado faz isso por você
Mesmo que você não diga quem é, seu cliente vai interpretar e formar uma imagem sobre sua marca. É por isso que o branding precisa fazer a gestão da percepção — orientando estrategicamente como sua empresa será percebida.
Isso não se trata de seguir tendências passageiras, mas de construir uma marca alinhada a valores como ética, responsabilidade social, ESG, valorização humana e inclusão. É dizer, o discurso da marca deve estar alinhado ao seu agir, aos seus processos, a sua realidade.
Branding: da essência à expressão
O branding ajuda você a definir:
- Quem você é (propósito, personalidade, valores),
- O que você oferece de único (proposta de valor),
- Como vai comunicar isso tudo (narrativa, canais, tom de voz, identidade visual).
É nesse processo que o branding cria valor. E vale lembrar: marketing é para vender; branding é para construir valor de marca. Um impulsiona vendas de curto prazo, o outro sustenta crescimento no longo prazo.
Conclusão
Branding não é um acessório de luxo para grandes empresas. É uma ferramenta estratégica para qualquer negócio que deseje crescer com consistência, relevância e valor. Gostaria de conhecer ferramentas de branding que ajudam a definir seu posicionamento? Deixe seu comentário!
Lic. em Design da Comunicação Visual, especialista em Criação de Marcas de Alta Performance.
- Javier Mizerniuk
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